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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ocorrências Globais da Chuva Ácida


A chuva ácida está presente em quase todos os grandes centros urbanos do mundo, principalmente nos EUA e Europa.
Talvez o caso mais conhecido é o da Floresta Negra na Alemanha, cuja floresta de coníferas foi cerca de 50% danificada. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, cerca de 35% dos ecossistemas europeus já estão seriamente alterados e cerca de 50% das florestas da Alemanha e da Holanda estão destruídas pela acidez da chuva. Na costa do Atlântico Norte, a água do mar está entre 10% e 30% mais ácida que nos últimos vinte anos. Nos EUA, onde as usinas termoelétricas são responsáveis por quase 65% do dióxido de enxofre lançado na atmosfera, o solo dos Montes Apalaches também está alterado: tem uma acidez dez vezes maiores que os solos vizinhos, de menor altitude, e cem vezes maior que das regiões onde há esse tipo de poluição.


Ocorrências no Mundo





Floresta Negra na Alemanha


Chuva Ácida em Cubatão - SP


Foi só mais um problema causado pela instalação do complexo de indústrias instaladas na cidade. O “laboratório químico” começou a ser instalado a partir da década de 50, no governo JK, devido a excelente localização, a cidade ficava próxima da capital São Paulo e do Porto de Santos. As inúmeras indústrias siderúrgicas e de fertilizantes liberaram à atmosfera enorme quantidade de gases e material particulado, estima-se era emitido cerca de 126 mil toneladas destes materiais por dia, além disso, emitia materiais partículas maiores.
No momento em que esses materiais são lançados, eles alteram as propriedades da atmosfera, reagindo com o vapor d´ água acabam precipitando na região e também em demais localidades, pois o material poluente pode ser transportado pela ação dos ventos. As substâncias poluentes não são perigosas apenas por si mesmas, mas tendem a se combinar e se reorganizar, dependendo das condições de umidade do ar e outros fatores. O resultado é um verdadeiro laboratório químico ao natural, onde podem formar-se substâncias ainda mais perigosas que as originais. Em termos de quantidade, o pior poluente em Cubatão são os óxidos de enxofre, cujas moléculas são formadas por átomos de oxigênio e de enxofre. Combinando-se com a umidade da atmosfera, isto é, com o hidrogênio da água, eles transformam-se em ácido sulfúrico. O ácido sulfúrico condensa-se na atmosfera e cai sob a forma de "chuva que queima", muito conhecida dos moradores de Cubatão.
As alterações nesse mesoclima resultaram em distúrbios em todo o ecossistema da região, como a acidificação do solo, contaminação da água e etc. A poluição enreda-se de maneira profunda e sutil por toda a cadeia ecológica, um poluente passa da água ou do ar para as plantas e para os animais e daí para o homem.
Todo o complexo regime climático da região sofre grandes impactos, com alterações entre as trocas de energia entre superfície e atmosfera, água e energia, capacidade de absorção e reflexão, remoção de cobertura vegetal.
Este tipo de poluição causa grandes danos a todos seres vivos, inclusive causando grandes danos à saúde humana, como problemas respiratórios, câncer, tumores, anencefalias, grande mortalidade infantil. Nesta região ocorre um fenômeno muito grave, a morte na floresta Atlântica que recobre a serra. As árvores de maior porte morrem devido à poluição.

O Programa de Controle da Poluição Ambiental em Cubatão foi iniciado em julho de 1983, com o objetivo de fazer um completo levantamento da situação das 23 indústrias do Pólo Petroquímico. Esse trabalho demandou cerca de quatro meses, mostrando que as 320 fontes de poluição existentes nas 110 plantas industriais das 23 empresas de Cubatão faziam da Vila Parisi, onde viviam 4 mil dos 80 mil habitantes do município, um dos lugares mais poluídos do mundo. Ao final do programa, em abril de 1994, a Cetesb logrou controlar 91% das fontes de poluição autuadas. Mas hoje ainda é muito grande a poluição, Cubatão está entre 30 cidades mais poluídas do mundo.


Trabalhadores da Vila Parisi, conhecida como "Vale da Morte"


Chuva Ácida



A queima de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, liberam à atmosfera resíduos gasosos como óxidos de enxofre e nitrogênio, no momento em que esses compostos entram em reação com o hidrogênio presente na atmosfera sob a forma de vapor de água, originam-se poderosos ácidos, como o nítrico e o sulfúrico. O resultado disto são as precipitações em forma de água, geada, neve ou neblina carregadas em ácidos, originando as chuvas ácidas.
A formação da maioria das chuvas ácidas prejudiciais são de inteira responsabilidade antrópica. A poluição atmosférica que produz essas chuvas teve início com advento das máquinas que utilizam combustíveis fósseis a partir da Revolução Industrial, originando grandes centros urbanos industrializados. São várias as fontes poluidoras, tais como indústrias, veículos e usinas energéticas. Existem ainda chuvas ácidas relacionadas a fenômenos pirogênicos de liberação de gases, principalmente o enxofre, por erupções vulcânicas.
A água que compõe a atmosfera já concentra um quantidade de dióxido de carbono (CO2), por isso ela contém naturalmente um teor ácido, com pH em torno de  5,2 a 20º C. A chuva ácida tem um pH entre 5 e 2,2.

Vários elementos causam a acidificação da água atmosférica, como amônia, ácido fórmico, metano, óxido de azoto, gás carbônico e entre outros. Portanto os gases que mais aceleram a modificação das as propriedades químicas da água causando a acidez são os óxidos de enxofre (SO). Esses ao se combinar com o hidrogênio da água, formam o ácido sulfúrico (H2SO4).



Esquema simples da chuva ácida